domingo, 21 de agosto de 2022

VOZES DE MORTOS GRAVADAS EM APARELHOS

 


          As mais antigas referências acerca do uso de instrumentos físicos para a comunicação com os espíritos parecem  datar de 1852. Tratava-se de um complexo arranjo de chapas de cobre e zinco que, segundo se afirma, destinava-se a coletar e concentrar os fluídos magnéticos  usados nas demonstrações. O construtor desse aparelho, cuja estrutura, segundo consta, fora sugerida pelos espíritos e era o conhecido médium e fazendeiro Jonathan  Koons. Outro fazendeiro, vizinho distante três milhas deste último, John Tippie, possuía um aparelhos semelhante. Pelas descrições feitas por Ernesto Bozzano, publicada na Revue Spirite,  nos números de agosto, setembro e outubro de 1925, a respeito da "bateria" de Jonathan Koons, tratava-se de um dispositivo para facilitar os fenômenos de efeitos físicos, inclusive a escrita direta. 

            Deste 1936 que Olivier Lodge previa que uma máquina gravadora poderia captar vozes de mortos e gravá-las em fita.  

            Segundo os estudiosos, os mortos falam sem o auxílio de "médiuns" que é o método mais difundido entre os adeptos do espiritismo. Na Suécia, na Alemanha ou na Inglaterra, através de meios eletrônicos, vozes do além dão indicações sobre vida depois da morte. Segundo dizem, a morte não é o fim, mas apenas passagem para outra dimensão ou mesmo outro lugar aqui na terra.  

           Mas os aparelhos destinados exclusivamente à comunicação com os espíritos, em substituição aos sensitivos psicofônicos ou psicógrafos, foram tentados em outras áreas de investigação  e por pesquisadores que não eram propriamente médium de efeitos físicos ostensivos. Não obstante, no ponto em que se acham os dispositivos atuais, que têm dado resultados positivos, ainda se mostra necessário o emprego do ectoplasma operando como um tipo de tradutor.É o ectoplasma sob a forma gasosa, que algumas pessoas produzem discretamente  e sem ser percebido sensitivamente.

           Muitos cientistas conhecidos tentaram a comunicação com os espíritos por meio de aparelhos diversos. Os principais são: Thomas Alva Edison (1847 - 1931); GuglielmoMarconi (1874 - 1937); e também Nikola Tesla (1856 - 1943). Apesar de sua engenhosidade e  inúmeras tentativas, não obtiveram êxito. Outros,como Dr. J.L.W.P. Matia e Dr. G.J. Zaalberg Van Zeist, da Holanda, que em 1911. Orientados pelo Plano Espiritual, criaram o dinamistógrafo e conseguiram discretos sucessos. Este aparelho permitia obterem-se mensagens  pelo código Morse. Segundo afirmação dos investigadores, várias comunicações  de espíritos foram assim conseguidas, entre elas as do falecido pai do Dr. Zaalberg Van Zeist.

             Outro pesquisador nesta área foi o engenheiro aposentado da Rádio Corporation of América - RCA, Julius  Weinberger. Durante cerca de trinta anos, Weinberger fez as mais diversas tentativas, visando obter um dispositivo suficientemente sensível para ser influenciado por um espírito. Finalmente, Weinberger solicitou  ajuda dos desencarnados. Em 1941, teve a ajuda da médium Joan, pertencente ao grupo de estudos de Stuart Edward Wshite. Em 1946, após consulta às entidades espirituais, Weinberger conseguiu um primeiro êxito,usando certo dispositivo cujos elementos constavam  de um raio de luz e uma foto-célula.Posteriormente, sempre sob a orentação  dos espíritos, ele aperfeiçoou seu sistema, usando uma foto-célula sensível ao ultravioleta. Weinberger conseguiu obter pequenos sinais como os do Código Morse. mas, a conselho dos próprios espíritos, teve de cancelar este tipo de experiência. 

       Há um pormenor  interessante ocorrido durante as tentativas de Weinberger: o espírito de um físico desencarnado explicou que os espíritos dispunham de um certo tipo de radiação à qual denominavam de raios zigon ou yoking. Tal radiação pode atuar sobre as pessoas, mas  não sobre os aparelhos físicos. Os efeitos físicos, que eventualmente poderiam obter-se, resultavam de uma contra-radação desenvolvida pelo corpo do médium, sob a ação dos raios zigon. Foi enfatizado que tal operação era difícil e envolvia certo risco para o médium. 

      Por último,Weinberger fez tentativas utilizando-se de plantas capazes de reações táteis, como as chamadas "plantas carnívoras" (Vênus apanha-moscas). Os resultados foram discretos, apenas probalisticamente significantes. (Weinberger, Julius Apparatus Comunication With Discarnate Persons, in Future Science, edited by JohnWhite and Stanley Krippner, New York; Anchor Books, 1977, pp. 465-496).




           As gravações vem evoluindo rapidamente e sua vantagem pode ser ouvida e confirmada por crentes e céticos. 

            O interessante é constatar que as vozes em sentenças estão em vários idiomas. Portanto não é apenas o local  onde elas acontecem. A primeira ideia de que tais manifestações pudessem  ter partido de uma transmissora cai por terra, pois ninguém falaria sobre um determinado assunto em diversos idiomas. Tais vozes aparecem nas fitas, sempre falando numa língua poliglota e peculiar, sempre num ritmo estranho. 

           O Dr. Constantin Raudive escreveu o livro  intitulado Breakth Rough, que traduzido significa "penetração em áreas desconhecidas".

            Apesar da credibilidade do autor, o editor inglês resolveu fazer uma experiência  antes de dar sua aprovação para publicação do livro. Comprou um gravador e algumas fitas e iniciou suas pesquisa. Depois de algum tempo, foi ver se algum som tinha sido registrado. Ficou surpreso ao ouvir uma voz gravada na fita! Levou o gravador com a fita à sala do seus sócio sr. Bander e pediu-lhe para que escutasse a gravação. 

          Diante dele, com o gravador funcionando, ouviu-se repentinamente uma voz feminina, tênue e clara, que perguntava  em alemão: - "por que você não abre a porta?" Assim que ele percebeu esta manifestação, reconheceu a voz como sendo de sua falecida mãe. Então contou ao seu sócio que tinha ouvido esta mesma voz por 11 anos em fitas de gravador, pois era essa a forma como ele e sua genitora se correspondiam durante aquele longo período de separação. 

         Para não sobrar dúvidas, o sr. Bander repetiu a operação e ouviu a mesma voz, as mesmas palavra. Contudo, para não ter nenhuma dúvida da veracidade, chamou dois colegas que falavam alemão que escrevessem fonema por fonema, tudo o que ouviram. Quando conferiram o resultado ficou provado, sem sombra de dúvida, que o que o sr. Bander havia ouvido era certo: Sua mão havia falado com ele através do gravador. Diante deste fato, o livro foi aprovado e publicado.

         Em outras ocasiões o sr. Raudive fez experiências gravando perguntas e pedindo que as vozes respondessem. Foi durante suas experiências que as próprias vozes sugeriram ao sr. Raudive procurasse no rádio uma onda adequada para as gravações. Assim que esta era encontrada, ouvia-se um sibilante agora! quando então o sr. Raudive iniciava as gravações. 

          Durante as gravações os assistentes nada ouvem, pois as vozes dos mortos são inaudíveis. Mas, tão logo a fita é repassada com o som aumentado escutam-se certos ruídos rítmicos que aos poucos se tornam mais claros e compreensíveis. As tais vozes lembram as humanas, com timbres masculinos, femininos e infantis.  

         O que se observa é que as sentenças não são descritivas. O que se encontra é a menção do objeto, do vício, do meio de transporte, do trabalho, das discussões, etc. 

           As pessoas que se manifestam demonstram sentimentos de nacionalidade e agrupam segundo ela. Falam do trabalho, colheita, plantações, forma de cozinhar, costumes alimentares, etc. Repetidamente falam dos parentes falecidos dos presentes; forma como morreram, nomes e lugares além de outros detalhes interessantes.  A variedade de fatos registrados em gravações é infinita e até cansativas. 

             Ao longo dos anos, centenas de milhares de vozes diferentes foram registradas e identificadas por pesquisadores de todo o mundo. Mas, enquanto nas universidades, nos laboratórios de física e eletrônica, o fenômeno vem sendo estudado de um ponto de vista rigorosamente racional, (geralmente procurando capturar sons e imagens do passado, como no caso da máquina do tempo), a experiência do professor Raudive, bem como de todos os que pertencem à corrente "animista" da parapsicologia, queriam demonstrar que os mortos estão sempre vivos à nossa volta e têm possibilidade de se comunicar conosco. 

             As dúvidas sempre surgem. Seria realidade ou superstição? Reflexo material de eventos que se verificam no subconsciente, ou como afirma o professor Paul Keller, "a descoberta é muito mais importante que a da física nuclear, enquanto estabelece um contato com uma outra dimensão"?

           Esses fenômenos atestam que existe uma vida ulterior pessoal, depois da morte do corpo, ou seja, da matéria que compôs o corpo de cada ser vivo. Portanto, a matéria se decompôs, mas a energia que lhe deu vida continuará por aqui ou em outra dimensão. Por quanto tempo essa energia sem manterá unida em sua forma, não se sabe.  

            Já foram formuladas muitas hipóteses. Poderia ser um para-fenômeno, além de outros fenômenos psicocinéticos já notados. Estes são de influência direta sobre sistemas e objetos físicos por parte de alguém que não atua com energia ou com instrumentos físicos conhecidos. Contudo é preciso saber que com o termo "cinético" estão excluídos até os fenômenos elétricos, mas hoje já existe a tendência de incluí-los. As mais recentes descobertas no campo biológico demonstraram que a dita "vida espiritual" não é outra coisa que a percepção, recepção e transmissão de sinais, entre o sistema nervos e o cérebro, através de processos eletroquímicos. Hoje são comuns as pesquisas com animais, como exames conduzidos com microelétrodos, que permitiram estabelecer que é através de impulsos elétricos  que acontece a transmissão de informações . Portanto, para a psicocinese, não seria necessária a presença de um corpo físico. Nêutrons, elétrons e gravitação são suficientes para determinar uma energia. Quanto ao fenômeno das vozes, trata-se  de um efeito psicocinético ainda não especificado. Pensando sem emoções ou paixões sobre o assunto, não temos como determinar o ponto no qual o efeito se insere no sistema físico definido como preceptor. Portanto, que apresenta muitos aspectos ainda  totalmente desconhecidos; um argumento que vem investido da parapsicologia e não da ciência natural. 

         No campo científico não existe nenhuma confirmação sobre tais fenômenos. Por exemplo: no exame dos aspecto de vozes existe uma componente oscilatória longitudinal;  efeito de irradiações energéticas ignoradas que, por não serem claras à física atual, estão todavia em grau de agir sobre aparelhos eletrônicos.  

         E preciso ter cuidado que  pesquisadores, isoladamente, queiram chegar, a partir de fenômenos, a conclusões práticas sem um conhecimento adequado da física e da fenomenologia mediânica, que em nossos dias ainda não foi aprofundada cientificamente. Precisamos considerar que ser humano tem a tendência à crenças fenomenais e até milagrosas. Colocar esses argumentos no campo parapsicológico, sem a devida maturidade psíquica suficiente, pode trazer graves danos para o próprio equilíbrio por causa das forças inconscientes que não podem surgir. 

        Por que estas vozes são tão confusas e diferentes entre si? Simplesmente porque representam uma realidade da qual ainda não sabemos nada. É um absurdo tentar organizar o inconsciente. Não podemos ter a pretensão de organizar cientificamente a pesquisa sobre a realidade da qual ignoramos as regras biológicas. Um exame radiológico para ser bem interpretado pressupões um profundo conhecimento  anatômico e anatomopatológico. Na verdade, mesmo com um aparelho radiológico  extremamente  perfeito, nós sempre temos imagem distorcida, embora conheçamos perfeitamente as regras biológicas e que nos permite interpretar  claramente. 

         O que hoje já sabemos é que o ouvido humano, em condições normais, não ouve tudo o que vibra, fala e soa à nossa volta. Pretender afirmar taxativamente que esta vozes são as vozes das almas é seguramente ariscado. Portanto, precisamos de mais conhecimento e de descobertas  no campo da física e da radiotécnica. Tal realidade é uma imensa possibilidade do nosso cérebro, além dos limites impostos pelo tempo e pelo espaço, possibilidade ainda em grande parte desconhecida. 

        Aqui estamos tratando do fim da vida e seu destino. As vozes são um argumento em torno do qual se deve mobilizar a parapsicologia, uma ciência que deve despojar-se  de qualquer superstição e na qual se deve ter em mente os charlatães e psicopatas. que de tudo querem tirar proveito.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

FRASES DO ALÉM

 

        Vozes misteriosas falando rapidamente, num ritmo invulgar e usando uma língua curiosa.

          Existem casas, lugares, hospitais, asilos, pensionatos, escolas, etc, e elas falam de roupas, doenças, falta de roupa, banheiros, comida, bebida, cigarro, etc. Os hospitais são lugares onde morrem muitas pessoas com sofrimento. Mas também é interessante observar vozes falando de profissões, sentimentos de nacionalidades, práticas religiosas como a guarda dos dias santificados. É muito comum falarem em plantações, colheitas, alimentos que cozinham, etc. Muitas vezes viajam, sabem onde para onde vão e onde estão naquele momento. Também tem conhecimento do que seus amigos estão fazendo, para onde vão e onde estão. 

          Alguns espíritos continuam ligados aos lugares onde haviam morado durante sua permanência  na Terra. Isso acontece principalmente para aqueles que são muito apegados aos materiais aqui existentes. Quando o corpo morre ele não aceita que perdeu seus bens tão preciosos e se recusa a libertar-se. 

              Joller, um homem, metódico e de temperamento  equilibrado, começou por negar-se a acreditar nos relatos  que sempre ouvira, mas logo também ele começou a ouvir ruídos estranhos vindos da casa e sentir pequenas batidas e puxões na pele.  As provações de Joller logo atraíram a atenção dos que vivem à cata de curiosidades. Quando sua família se tornbou centro de intromissões e mexericos indesejáveis, a outrora próspera prtática jurídica de Joller começou a diminuir. Em 1862, a propriedade dele estava de tal modo tomada por curiosos que o infeliz advogado fugiu com a família para Zurique.  Melchior Joller morreu, amargurado e empobrecido, apenas três anos depois, ao 47 anos. 

             Embora a praga do polstergeist tenha atormentado o advogado, ele parece ter alcançado um tênue armistício com a situação pouco antes do fim da vida. Sozinho em sua nova casa, certa noite Joller teve uma última experiência misteriosa, cuja natureza ele não revelou a ninguém, a não ser para exclamar, "Agora eu entendo!". 


       As assombrações, ou fantasmas, são tradicionalmente consideradas  como espíritos dos mortos, embora os céticos, há muito duvidem.  Um dos personagens de Shakespeare desprezou  tranquilamente um fantasma, como apenas imaginação.  E Charles Dickens refletia um opinião vitoriana quando seu Ebenezer Socrooge atribuía a um fantasma um desarranjo intestinal, acusando-o de ser um pedaço indigesto de carne.

        Porém nos últimos cem anos os estudiosos da paranormalidade vem buscando diligentemente  outras explicações, embora nenhuma de suas teorias tenha satisfeito os céticos. No entanto, embora as explicações propostas não tenham sido provadas, algumas dão uma certa impressão de verossimilhança.

       Os elementos básicos de algumas dessas teorias, juntam,ente com a antiga crença espírita, são apresentados constantemente em diversas formas. 

         Quando os habitantes de uma casa já estão acostumados com os ruídos e manifestações de poltergeist  e vozes estranhas parecem ficar indiferentes a elas. Em baterias de testes psicológicos, os pesquisadores detectaram frustrações e raivas que, segundo especulam, estariam sendo liberados em surtos de psicosinese, provocando os distúrbios.

          Muitas pessoas descrentes  perceberam que os sinais foram ficando  mais evidentes com o passar das semanas. Murmúrios suaves e melancólicos enchem a casa, juntamente com choros queixosos que pediam, "Tende pena de mim! Tende pena de mim!" Com o passar do tempo, membros da família contam ter vislumbrado uma aparição que é descrita como sendo esbranquiçada, acinzentada ou de cor escura, flutuando pelos corredores. Outras pessoas contam que o sono deles foi perturbado por furiosos ruídos de pancadas que vinham de partes afastadas da casa. 

         Os espíritas acreditam que a alma deixa o corpo que morre. Mas às vezes este pode demorar-se em ir para o outro lado e então ser visto como um fantasma. O pesquisador italiano de fatos paranormais Erenesto Bozzano deu enfoque, com sua teoria "espírita": ele sugere que as aparições não são  as almas dos mortos, mas mensagens telepáticas  das mentes sem corpo, com várias características atribuídas aos espíritos. 

           A mente de quem vê um fantasma pode criar a própria aparição que percebe. É como um olho que ao mesmo tempo projeta e observa. Segundo essa teoria do parapsicólogo americano Willian G. Roll, resíduos psíquicos do passado podem evocar aparições. Mas ele afirma que, em muitos casos, o estado mental do receptor pode criar assombrações de forma inconsciente, para satisfazer necessidades emocionais.

          Segundo a teoria da estudiosa Eleonor Sidgwick, os objetos absorvem impressões psíquicas, que depois devolvem a quem se aproxima. A nitidez da aparição e outros fenômenos depende da força emocional da marca original e da sensibilidade psíquica do receptor. 

          Existe também a teoria do éter psíquico" do professor  Hernry Price, da Universidade  de Oxford, uma imagem gerada pela atividade mental vive em outro plano, ou em planos múltiplos, mesmo que seu criador já tenha morrido. Price definiu o éter como algo intermediário entre a mente e a matéria,  em uma dimensão que desconhecemos. Ele supõe que esse éter registre as impressões psíquicas e transmita-as às pessoas sensíveis. 

           Com a fundação da Sociedade de Pesquisas Psíquicas da Inglaterra em 1862, algumas das melhores cabeças da era vitoriana enfrentam o problema, produzindo uma ampla gama de teorias e opiniões, e mais controvérsias ainda.   

           Frank Podmore, um dos autores do "Censo de Alucinações" da Sociedade, deu origem a um debate em 1866, ao afirmar que os poltergeists simplesmente não existiam. Depois de examinar onze casos de poltegeists tomados ao acaso nos registros da SPR, Podmore propôa uma teoria da "menininha levada", sugerindo que a trapaça dava conta de quase todas as manifestações de polstergeists, e que as meninas e meninos que tantas vezes parecem vítimas dos poltergeists estariam na verdade puxando os cordões para provocar os fenômenos.

          A asserção de Pdmore não passou impune. O folclorista Andrew Lang revidou com uma opinião contrária, citando os casos de Tidworth     e da casa paroquial de Epworth como exemplos em que a trapaça parecia improvável - mesmo que fosse realizada por crianças muito brilhantes, além de elevadas. "A fraude e as alucinações são inadequadas para explicar todos os fenômenos", argumentou. 

           A teoria mais interessante talvez tenha sido a do pesquisador de paranormalidade Hereward Carrington, um dos primeiros a procurar um solução biológica para o quebra-cabeça. escrevendo em 1951, Carringthon  especulou que a chegada da puberdade nos seres humanos, combinada a outros fatores desconhecidos, poderia desencadear atividades de poltergeits. Na puberdade, escreveu Carrington, "uma energia parece ser irradiada do corpo (...) chega quase a parecer que essas energias, em vez de tomarem seu curso normal (...) encontram esse curioso método de exteriorização". 

            As ideias de Carrington teriam um efeito significativo sobre J. Gaither Prat e William G. Roll. Em 1958, esses parapsicólogos investigaram  um caso famoso em Seaford, nos Estados Unidos;uma série caótica de coisas que se quebravam e objetos que voavam parecia estar centrada em um menino de 12 anos. Esse episódio levou os dois pesquisadores a fazerem uma reavaliação abrangente da atividade de polstergeits. Se a psicanálise é a capacidade da mente de mover objetos, raciocinaram eles,será que então os fenômenos de poltergeists podem ser acessos repetidos e descontrolados de psicocinese?  Se este for o caso, continuaram os dois teóricos, então a própria palavra polstegeit seria enganadora, pois sugere uma criatura fantasmática independentye e inteligente. Baseados nisso, Pratt e Roll sugeriram que um termo mais preciso seria "psicocinerse recorrente espontânea, ou RSPK (sigla em inglês), que descreveria o processo de seres humanos ligando-se involuntariamente a poderes mentais imprevisíveis.  

           Se as ideias de Pratt e Roll estiverem corretas, então os poltergeists não tem qualquer  existência independente, ou desencarnada, fora de seus catalisadores humanos. Em outras palavras, os poltergeists não são duendes, espíritos  ou fantasmas de qualquer tipo, mas simples projeções mentais de natureza destrutiva. 

            No entanto, embora Roll sustente que "em geral se admite hoje em dia que as ocorrências de poltergeists correspondem a uma atividade psicocinética involuntária, inconsciente, nem todos no campo das pesquisas psíquicas concordam com essa ideia. "Pessoalmente, não estou muito contente com essa novidade", declarou Alan Gauld no final dos anos setenta. "Não sabemos o bastante sobre psicocinese tal como é pesquisada em cartas experiências de laboratório para dizer se tem ou não qualquert parentesco com os fenômenos de poltergeists. E não devemos começar a achar que só porque aplicamos aos  fenômenos um rótulo de sabor científico, como RSPK, estamos mais próximos de explicá-los. Dez anos dfepois, Gauld foi ainda mais enfático em sua posição. "A psicocinese é apenas um termo para nossa ignorância", declarou, acrescentando que prefere a explicação simples de "atividade de poltergeists, porque "entendemos o que ela quer dizer. "

            

 




         

domingo, 14 de agosto de 2022

CASAS E LUGARES MAL ASSOMBRADOS

 

Esta é a casa das irmãs Fox. 

         Quando se fala em casa mal assombrada é natural que logo lembremos da casa das irmãs Fox. 

         Segundo se conta, tudo aconteceu na noite de 31 de março de 1848 quando a família foi acordada com pancadas que ecoavam pela casa inteira. Os pais pensaram tratar-se de alguma brincadeira quando a filha Katerine, de onze anos, falou: "Façam como eu", e bateu um certo número de palmas que foi respondido. Nesse momento iniciou-se a telegrafia espiritual.  Este episódio repercutiu no mundo todo. A partir de então cientistas e religiosos passaram a dedicar-se ao assunto. 

          A casa em questão não era bem vista pela população de Hydesville. Diziam-na "assombrada".  Contava-se que inquilinos anteriores haviam ouvido em seus compartimentos ruídos estranhos, visto móveis se moverem sem contato humano, vultos estranhos, etc. 

          John Fox, chefe da família, era pastor e não acreditou, atribuindo os ruídos a dois fatos - a casa era antiga, de madeira e na adega havia ratos. 

          Esta história da família Fox é bem conhecida e está amplamente divulgada na internete.  Portanto não vou me ater em detalhes sobre ela. Meu objetivo é buscar uma explicação científica para este assunto. 

          O aspecto impalpável, evanescente e pouco objetivo das aparições desperta enorme ceticismo entre os estudiosos.      

               As lendas acerca de casas assombradas são antiquíssimas. Mas os fantasmas existem ou são meras invenções humanas, conjuradas a partir do ar miasmático e da presença ameaçadora de certas residências? Alguns pesquisadores psíquicos afirmam que os fantasmas de fato assombram casas, mesmo que seja apenas como imagens nebulosas de sensações particularmente fortes, ou de acontecimentos portentosos. O físico Sir Oliver Lodge, por exemplo, propôs em 1908 que as assombrações eram "representações fantasmagóricas de alguma tragédia de um passado remoto". Lodge e outros acreditavam que as emoções violentas poderiam de algum modo impregnar o ambiente e serem depois transmitidas a pessoas que fossem suficientemente sensíveis para captar a sensação.

           É preciso compreender que existem dados sensoriais que não  pertencem, nem remotamente, aos objetos materiais. São alucinações, quer sejam produzidas durante os sonhos, estados hipnóticos ou pelo uso de drogas. Elas são distintas das sensações normais na medida em que os órgãos sensoriais não têm nada a ver com sua produção pois podem ser semelhantes às percepções normais. A alucinação é uma percepção, embora seja uma percepção falsa da realidade. 

            Todo objeto material é composto de dois elementos diferentes: um suporte físico, que é uma região do espaço caracterizada por certas propriedades causais, existindo independentemente do observador, e um ou mais grupos de dados sensoriais que são particulares ao observador, sendo criados por ele. O indivíduo que percebe a aparição só possui o conhecimento direto destes últimos dados. Dessa forma, uma aparição perfeita é algo material desprovido de um ocupante físico. Não havendo a presença do objeto físico, não há ondas luminosas refletidas, nem ondas sonoras, nem pressões físicas na pele no caso do contato. Portanto, nesse caso a aparição não possui propriedades físicas ou causais, e não afetam os órgãos da percepção. Mesmo assim, provoca dados sensoriais semelhantes aos que ocorrem na percepção normal. 

            Portanto, pode não ser tão surpreendente que o folclore acerca das assombrações seja permeado de histórias com alta carga emocional.

            A criação de imagens  alucinatórias  não é um fenômeno fora do normal. É bem conhecido dos psicólogos e revela a existência de nossa capacidade interior de produzir imagens visuais idênticas às de percepção normal. Uma pessoa que sofreu um acidente e perdeu algum órgão, como um braço ou uma perna, podem continuar sentido até dores e até o próprio órgão que não existem mais.

           Como a aparição é uma percepção criada para expressar uma ideia, podemos dizer que o responsável pelo drama é o agente criador. Contudo há uma grande distância entre o drama criado e a ideia original do criador. 

           É difícil entender o processo da construção de uma aparição não apenas porque se passa num plano inconsciente, como também porque inclui elementos diferentes dos fenômenos físicos e processos mentais comuns.  Embora a maior parte das aparições possua um argumento planejado, não é sempre que foi conscientemente elaborado pelo agente receptor. Uma categoria de casos curiosos são as experiências de pessoas que estiveram à beira da morte. Depois de algum tempo de inconsciência total voltaram a si e perceberam que ainda estavam no corpo. Isto é mais comum do que se imagina. 

           O mundo científico continua  incrédulo como sempre a certas manifestações da personalidade. Existem fenômenos como a telepatia que estão sendo pesquisados numa base experimental, mas os cientistas não admitem em hipótese alguma que o conceito da personalidade humana possa vir a sofrer uma transformação radical. Eles estão conscientes de que se aceitarem os fenômenos psíquicos extrassensoriais irão mergulhar num abismo de superstições, perdendo para sempre a estrutura sólida do pensamento lógico. 

             Para melhor entendermos a nossa realidade é bom saber que o corpo humano não passa de um amontoado átomos de  carbono em constante movimento. 

             Um corpo com cerca de 70 quilos tem 23% de carbono (16 quilos); 1,4% de cálcio (1 quilo); 0,83% de Fósforo (580 gramas); 2,6% - de nitrogênio (2,22 litros); 55% de água ( 38,5 litros); 0,2% de enxofre (140 gramas); 0,27% de cloro e sódio (195 gramas); 0,2% de potássio (140 gramas); 0,009% de metais. Portanto, quando morremos tudo volta ao seu estado original, ou seja, volta a ser parte da terra (nosso planeta.

              No passado houve um estudo científico para se saber se a alma tinha algum peso. A alma nada mais é que a energia cósmica que chega até nós vinda do sol. É essa energia cósmica que nos dá vida e quando morrermos ela nos deixa imediatamente. 

            Enquanto o corpo está vivo ele  continua recebendo energia. No meu livro Crenças e Religiões eu disse que a matéria sempre volta ao seu estado original e a energia se liberta e se propaga no ambiente. Antoine - Laurent de Lavoisier disse: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."  Partindo dessa premissa podemos dizer que a matéria volta a fazer parte do planeta, mas ninguém sabe dizer exatamente para onde vai a energia de cada um. Da mesma forma não se sabe quando está energia que ocupou aquele corpo vai se dissipar. Pode acontecer de uma energia permanecer por até séculos no ambiente onde deu vida a determinado corpo. Naturalmente que a energia não tem mais a forma daquele corpo que ocupou, mas é exatamente aí que podemos encontrar uma explicação para as tais assombrações.

FANTASMAS NO CINEMA E NO TEATRO

           Segundo consta nas histórias e lendas, os fantasmas abundam nos teatros do West End londrino. Sem dúvida é provável que os promot...